All I need is your love
O novo sempre assusta, sempre amedronta e é exatamente assim que eu estou me sentindo agora. Não sei o que fazer, nem por onde começar, mas por outro lado era exatamente isso que eu estava esperando, o momento, a oportunidade.
Confesso que gostaria que tudo fosse bem fácil, quase automático. Lutar dá trabalho, cansa, desgasta, mas também engrandece (quem disse que eu quero ser grande?). Estou seguindo em frente sem pensar muito no assunto (só pra tentar não surtar). Medrosa? Sim. Covarde? Uhum, mas e dái? Posso? Claro que posso, eu posso o que eu quiser.
Minhas escolhas sempre parecem erradas pra maioria das pessoas, simplesmente querem que eu siga um padrão, mas eu tenho o meu próprio padrão e só eu posso segui-lo porque ele foi criado por mim e é meu e eu não dou a ninguém. É tão fácil apontar o dedo pras pessoas, dizer o que é certo e o que é errado, mas afinal o que é certo? Porque eu não acredito em verdades absolutas. Cada um tem a sua verdade.
Sei que serei julgada, condenada, e mais um monte de “ada”, não importa o que eu faça, então é melhor fazer o que tem que ser feito logo de uma vez e descobri o que tem no final do arco-íris. Mesmo que não tenha um ponte de ouro, mesmo que não tenha sequer um pote vazio, mas vamos até lá, né? Vamos até lá…
Geralmente a inspiração sempre vem nos momentos de dor, mas às vezes a dor é tão grande que só o que fica é um vazio profundo. Nesse exato momento sinto como se faltasse uma parte de mim, e na verdade falta e a partir de agora vou ter que aprender a conviver com isso.
Palavras machucam muito mais que agressões físicas. A dor no corpo uma hora passa, a dor na alma não passa nunca, as palavras ecoam de novo e de novo, não importa o quando a música esteja alta, a conversa boa, elas sempre estão lá, se repetindo. As mesmas acusações, o mesmo peso, a mesma dor.
Confesso que por vezes eu começo a fraquejar, mas as palavras vêm, eu as escuto, as absorvo e sigo em frente, afinal eu tenho o meu orgulho (apesar de não parecer). Eu me omiti durante tanto tempo que agora é difícil assumir o que e quem eu sou, mas como eu vivo recomeçando, logo voltarei a ser eu. Só preciso me lembrar de como eu era e isso me parece tão distante…
Vou seguindo, preenchendo o vazio com a dor que parece só aumentar, mas estou só começando, talvez diminua, talvez passe e fique só o silêncio.

Ultimamente eu tenho andado bastante confusa com relação a várias coisas na minha vida. Amor, trabalho, vida social, virtual… enfim. Tá tudo tão atrapalhado que eu nem sei por onde começar ou o que fazer.
Sei que é normal se sentir assim às vezes, mas já deveria ter passado e eu estou cada dia mais confusa, mas indecisa, não sei o que fazer com relação a nada, não tenho perspectiva nenhuma, não sei nada de nada.
Queria tomar um rumo definitivo, queria mudar tudo (sempre quero) mas não sei o que fazer. Sei que estou fazendo coisas que não deveria, tomando atitudes que não deveriam ser tomadas e não tenho pensado muito sobre as consequências. Toquei o foda-se e tô vendo no que vai dar e o que tá dando é uma atrapalhação sem fim.
Agora é esperar que as coisas se ajeitem e que minha vida encontre um rumo, mas será que isso um dia vai acontecer? Tô achando tão difícil…
É incrível como às vezes as coisas fogem ao nosso controle. A gente pensa que tá tudo certo, que a vida finalmente entrou nos trilhos e que “daqui pra frente tudo vai ser diferente”. Aí você se empolga tanto que esquece de olhar onde está pisando e leva um belo tombo… e se machuca todo… e chora de dor.
Eu juro que achei que as coisas seria um pouco mais fáceis agora (e algumas de fato estão sendo), mas não era bem assim que eu imaginava. Eu não achei um pote de ouro no final do arco-íris, só mais um longo caminho a percorrer. E agora o que eu faço? Paro, descanso um pouco e continuo andando ou desisto? Desistir é para os fracos, eu sei, mas eu não sei o que fazer agora, acho que me perdi e não sei pra onde ir.
O pior é que tava tudo tão certinho, eu tava tão segura, achando que a vida afinal não era aquela porcaria que eu achava, mas… O que eu faço agora? Essa pergunta não para de se repetir dentro da minha cabeça, por mais que eu tente ignorá-la. Estou perdida no meio de uma floresta escura, estou com frio e com medo. Alguém me tira daqui?
Não? Tá bom, vou tentar achar a saída sozinha… assim que amanhecer.
Há exatamente um ano atrás eu estava visitando uns blogs até que li um post falando sobre um tal de Plurk, que era meio parecido com o Twitter (de que eu já tinha ouvido falar). Resolvi experimentar os dois e assim surgiu a @miss_perfection.
No início eu não tava entendendo nada e foi bastante difícil fazer amizades, mas aos pouquinhos eu fui conseguindo me encontrar e 4 dias depois eu deletei minha conta do Twitter e já estava completamente viciada no Plurk.
Essa rede social me proporcionou (e ainda proporciona) grandes momentos. Lá eu já ri muito, ri de chorar, de quase cair da cadeira, ri litros, como dizemos por lá. Já chorei, de tristeza, de raiva, de saudade, mas o que de melhor aconteceu foi conhecer algumas pessoas, pessoas que mudaram a minha vida, que me ajudaram a crescer. Vamos a elas.
Meu primeiro amigo de verdade no Plurk foi o Leoburla, sempre um doce, muito solícito, muito paciente, me explicando tudo, um amor. A PatriciaMiller com as suas pesquisas, suas opiniões embasadas, tão inteligente, uma mulher brilhante.
O Vilão: de início um cara super engraçado que me fazia rir o tempo inteiro, depois um amigo querido que sempre estava pronto a me ouvir e SEMPRE me dizendo a coisa certa no momento exato. Lembro com saudade das nossas conversas sobre gatos (uma paixão em comum) no MSN. Com ele vieram a Isah, uma carioca linda e experrrta e a Aninha, uma das minhas amoras, a mais doce delas. Aí veio a Lelly(no começo eu achava que ela me detestava mas acho que sempre foi amor) e essas duas têm um lugar especial no meu coração.
Algum tempo depois apareceu um tal de Mark, gatíssimo, mas os plurks dele eram muito chatos, em compensação no MSN as conversas eram ótimas e a amizade foi se formando, crescendo, crescendo até virar amor. Se eu ficar um dia sem falar com ele vou dormir com a sensação de que meu dia foi incompleto. Hoje eu o chamo de meu melhor amigo, ele sabe muito sobre mim, eu sei muito sobre ele e sem ele a minha vida é nada e eu sou ninguém.
Através do Mark eu conheci a Sol com todo o seu brilho, sua irradiação e ela me deu de presente a Pezinha, minha amorinha tão querida. Essas duas mais a Lelly e a Aninha já fizeram muito por mim e eu agradeço a Deus por elas existirem.
Vih: durante um tempo o Plurk só tinha graça pra mim quando ele estava online e pra ele quando eu estava. Nossa relação era muito perfeita nessa época, mas as coisas teriam que mudar porque o destino reservou pra ele uma pequena que atende pelo nome de Patrícia. Estamos menos grudados mas a amizade continua firme e ele é uma das pessoas mais queridas pra mim. E a Pa é uma fofa que eu adoro.
Não posso deixar de falar da minha amiga loosho, a Vivi, da Ju que é minha colega oficial de pvt (devil), Fabiano e Manolo, os colírios do Plurk. Gaby e Dan, o casal mais lindo ever. As meninas mais fofas do Brasil: Dani, Jeh, Thais, Laís, Sakurinha, Cíntia, Nique, Moranguinhu, Ropis, Bell, Kell, Cá, Lin, Mika, Fê, Flávia, Grazi, Bia, Giu, Kaah, Helô e Luly.
Os super amigos: Nena, Victor e Uaba (meu coração transborda do tanto que eu amo esses três). Kleh, o amore do meu core. Cherrydoll, minha cereja linda e fashion. Larkin, o gatão-estiloso-pegael. Thiago e Silvan, duas criaturas que eu adoro.
Silas (meu caso), uma pessoa que me conquistou muito facilmente e que mora definitivamente no meu coração. Cerise, linda e amada 4ever. Fabinho, meu bebê querido, uma das pessoas que eu mais desejo conhecer pessoalmente. Gih, minha boneca linda que eu amo tanto. Luis, meu super-amado!
Enfim, essas são só algumas das pessoas especiais que me fazem companhia diariamente (espero que aquelas que não foram citadas não queiram me matar), que me aturam quando eu tô com TPM, que sempre têm uma palavra de carinho, de incentivo, de amor.Sem elas a minha vida perderia o colorido e eu só espero tê-las sempre comigo, longe ou perto, mas sempre ao alcance. Amo todos vocês e amo o Plurk pro trazê-los pra mim.
Um mês sem internet. Jamais pensei que pudesse sobreviver a isso e terei dois meses sem internet (com alguma sorte).
O que eu senti foi vazio, foi uma parte perdida de mim mesma, foi aquela sensação de que falta sempre algo, como uma amnésia. Mas falta do que exatamente? Das pessoas que eu tenho como amigas, das palavras de carinho, das risadas compartilhadas ou simplesmente da falsa ilusão de ter algo concreto pra fazer? Talvez tudo isso junto.
Conheci o fundo do poço, fui até lá pessoalmente e quis ficar lá sentada apena olhando pra luz fraca que vinha lá de cima, mas me puxaram pra fora e eu pude ver a luz completamente. No início minha visão ficou ofuscada (acostumada a escuridão), mas estou voltando a enxergar, a ver as coisas mais claramente.
Estou sentada na beira do poço, às vezes olho lá pra dentro, às vezes prefiro só olhar em volta, mas o fato é que ainda não consigo sair de perto do poço (talvez porque ele me passe uma certa segurança, vai saber…). Então me deixo ficar e espero pela decisão de ir em frente ou mergulhar que virá qualquer dia desses.
A idéia pra esse post surgiu bem na hora em que eu fui dormir. Tenho o hábito de dormir no início da tarde (uma das pouquíssimas vantagens de se estar desempregada). Desliguei o computador, entrei no quarto e fechei a porta. Aí minha mãe perguntou: “Não quer deixar a porta aberta?”
Estamos na Bahia, era final de novembro e o sol bate com vontade na parede do meu quarto, mas havia muitas nuvens no céu, o dia estava fresco e eu simplesmente respondi: “Não precisa”, mas uma frase ficou na minha cabeça: FICO MELHOR COM A PORTA FECHADA.
Não disse isso a minha mãe mas a frase ficou se repetindo na minha cabeça e o texto começou a se formar. O jeito foi levantar, pegar o primeiro papel que achei na frente e despejar tudo ou não conseguiria dormir e a idéia se perderia.
Mas por que escrever sobre uma coisa tão banal? Simplesmente porque a frase “fico melhor com a porta fechada” tem um amplo significado pra mim. Ela não quer dizer apenas que eu dormiria melhor se a porta estivesse fechada, ela quer dizer que eu me sinto melhor estando isolada, fechada no meu mundo.
Talvez seja por isso que eu goste tanto de conversar virtualmente, porque fico “protegida” pelo computador, não tenho que olhar nos olhos, disfarçar qualquer contrariedade, posso ser eu mesma sem ser criticada, porque estou isolada, sou só eu.
Gostaria de sentir essa pseudo-liberdade que o quarto fechado me dá durante mais tempo, mas isso raramente acontece. Estou sempre cercada de pessoas.
Sou uma solitária, sempre fui e isso nunca me incomodou. Quero sempre manter a minha porta fechada e ter a opção de abrir quando eu quiser e deixar entrar quem eu quiser.
Estarei sempre melhor com a porta fechada, por favor, não bata!
Estou realmente cansada da minha vida! Calma, não tenho tendências suícidas, não sou covarde a esse ponto, porque, ao contrário do que muitos pensam, um suícida não é alguém corajoso e sim um convarde que não teve peito suficiente pra encarar a vida e seus problemas. Tirar a própria vida é fácil demais, viver é que é difícil.
Mas sim, eu estou cansada de tudo à minha volta, de não morar sozinha, não saber dirigir, não ter um emprego e consequentemente independência. Cansada de ter que me preocupar com o que vou fazer pra me distrair, pra ser feliz… Afinal felicidade é uma coisa quase inatingível, é penoso, é doloroso. Estou cansada de ser a amiguinha querida e não a mulher dos sonhos, cansada de ver e não poder ter, de desejar ardentemente, cansada de ser quem eu sou.
Por que não sou como os ursos que no inverno simplesmente hibernam? Por que não me foi dado o direito de me esconder, de dormir, de sumir por meses? Ok, eu sei que isso também é covardia, mas eu também estou cansada de ser a forte, a rocha, a indestrutível. É cômodo, mas tem uma hora que cansa, que dá vontade de pedir colo, um abraço, de chorar no ombro de alguém… Mas não, onde fica o orgulho afinal? Não, não!!!
Não quero refetir sobre a minha vida, não quero conselhos do que eu deveria ou não fazer pra mudar, pra melhorar. Quero paz, é pedir muito? Acho que sim. Às vezes fico em dúvida do que é mais difícil de se conseguir: felicidade ou paz. Pelo menos momentos felizes a gente acaba tendo de vez enquando, agora paz é outra história.
O que eu quero, afinal? Não sei. Quando descobrir te conto.